Da Redação
Toda semana, o Programa Olhar Espacial seleciona duas imagens astronômicas que se destacaram nos últimos dias. Nesta edição, duas fotografias chamaram atenção e encantaram o público. De um lado, está a Galáxia Fantasma, registrada por uma astrofotógrafa brasileira. Do outro, aparece a impactante “Queda de Ícaro”, feita por um renomado astrofotógrafo americano.
Galáxia Fantasma: Messier 74 nos céus do Brasil
A primeira imagem escolhida mostra a belíssima Messier 74, também conhecida como Galáxia Fantasma. Trata-se de uma galáxia espiral situada a cerca de 32 milhões de anos-luz de distância, na direção da Constelação de Peixes.
Messier 74 possui dois braços espirais bem definidos, que reúnem cerca de 100 bilhões de estrelas. Essa estrutura imensa se estende por aproximadamente 95 mil anos-luz no espaço. Além disso, a galáxia se afasta de nós a uma velocidade próxima de 793 quilômetros por segundo.
O registro ocorreu sob os céus escuros da cidade de Matureia, durante o 12º Encontro Paraibano de Astrofotografia. A autora da imagem é a astrofotógrafa Eneida Pereira, que capturou a galáxia enquanto conversava, ao vivo, com a equipe do Olhar Espacial. Assim, o público pôde acompanhar o bastidor de uma astrofotografia de alto nível.
- Original em: Instagram de Eneida Pereira
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“A Queda de Ícaro”: paraquedista emoldurado pelo Sol
A segunda imagem da semana impressiona tanto pelo conceito quanto pela execução técnica. O astrofotógrafo americano Andrew McCarthy, famoso por registros nítidos e detalhados do Sol e da Lua, conseguiu capturar o momento exato em que o paraquedista Gabriel Brown aparece em queda livre diante do disco solar.
A fotografia recebeu o nome de “A Queda de Ícaro”, em referência ao mito grego. Na história, Ícaro ganha asas construídas por seu pai, Dédalo, porém desobedece as orientações, voa muito perto do Sol e cai quando o calor derrete a cera que mantém as penas unidas.
Na imagem de McCarthy, o contorno do paraquedista contrasta com a textura do Sol, cheia de detalhes da superfície turbulenta. Desse modo, o resultado final mistura ciência, arte e mitologia em um único quadro de forte impacto visual.
- Original em: Post de Andrew McCarthy no X
Por fim, essas duas imagens reforçam o objetivo do Olhar Espacial e do Olhar Digital. Por meio da astrofotografia, os projetos aproximam o público do Universo, valorizam o trabalho de fotógrafos brasileiros e internacionais e, ainda, despertam curiosidade sobre os fenômenos celestes.
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