Da Redação
Negociações em impasse
O conflito entre EUA, Israel e Irã completou seu 26º dia nesta quarta-feira. As esperanças de cessar-fogo diminuem após novas rejeições iranianas às propostas diplomáticas.
Autoridades de Teerã consideraram as exigências americanas excessivas. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, afirmou categoricamente a recusa em manter negociações.
Fontes da imprensa estatal iraniana declararam que a guerra terminará quando o Irã decidir. A posição contraria ameaças do presidente Trump sobre novos ataques mais intensos.
Rejeição também no Líbano
O Hezbollah negou qualquer possibilidade de negociar com Israel sob bombardeios. Seu líder, Naim Qassem, qualificou conversas durante conflito como rendição imposta.
A organização extremista pediu unidade contra Israel em discurso televisionado lido em seu nome.
Escalada militar continua
Os EUA enviaram dois mil paraquedistas ao Oriente Médio como reforço estratégico. O movimento indica que o conflito permanecerá prolongado, segundo analistas.
Irã lançou nova onda de ataques contra Israel e bases americanas no Kuwait, Jordânia e Barein. Kuwait e Arábia Saudita relataram repelir drones sem identificar origem.
Um parlamentar iraniano informou que Teerã monitora movimentações das tropas americanas na região.
Balanço de vítimas
No Líbano, 1.094 pessoas morreram desde o início dos bombardeios, incluindo 121 crianças. Apenas nesta quarta, 22 vidas foram perdidas.
O Ministério da Saúde libanês contabiliza 3.119 feridos, sendo 395 crianças. Em Israel, 5.165 pessoas ficaram feridas, com 106 ainda em tratamento.
Posicionamento internacional
Na ONU, o enviado iraniano acusou Israel de ser a principal fonte de instabilidade regional. O secretário-geral António Guterres pediu que EUA e Israel encerrem os combates.
Guterres afirmou que a guerra ultrapassou limites considerados inimagináveis pelos próprios líderes. Também exigiu ao Irã que cesse ataques contra seus vizinhos.

