Da Redação
Ofensiva em solo venezuelano
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (29) que as forças americanas realizaram um ataque direto contra uma zona de atraque de embarcações na Venezuela. De acordo com o republicano, a estrutura servia como base para o narcotráfico internacional. Nesse sentido, este evento marca a primeira incursão bélica em terra desde o início da atual campanha militar na América Latina.
Durante conversa com jornalistas, Trump afirmou que uma grande explosão destruiu o cais utilizado para o carregamento de entorpecentes. Além disso, o presidente enfatizou que o local “já não existe”. Contudo, o governo americano não detalhou as coordenadas exatas da operação nem o modelo de unidade militar envolvida na ação. Por isso, a falta de dados técnicos mantém o cenário em clima de incerteza estratégica.
Pressão militar e falta de transparência
Embora o presidente tenha confirmado o bombardeio, órgãos como o Pentágono e a CIA não compartilharam informações oficiais sobre o episódio até o momento. Consequentemente, a Casa Branca também evitou comentários adicionais após a fala do mandatário. Afinal, a mobilização americana na região já conta com o maior porta-aviões do mundo, submarinos nucleares e bombardeiros posicionados no Caribe.
Anteriormente, os Estados Unidos haviam realizado mais de 25 ataques em águas internacionais, resultando em pelo menos 95 mortes. Dessa forma, o novo ataque em solo firme intensifica a crise diplomática com o regime de Nicolás Maduro. Por outro lado, Washington justifica as medidas como necessárias para combater o que chama de “narcoterrorismo” financiado pelo petróleo venezuelano.
Reação internacional e críticas da ONU
Nesse contexto, especialistas da Organização das Nações Unidas (ONU) denunciaram o bloqueio naval americano, classificando-o como uma “agressão armada ilegal”. Segundo os relatores, as sanções unilaterais e o uso da força violam o Direito Internacional e a Carta das Nações Unidas. Portanto, o conselho de especialistas argumenta que as ações de Trump configuram um ataque armado que dá à Venezuela o direito à legítima defesa.
Além da ONU, países como Rússia e China criticaram duramente a postura de Washington em reuniões recentes do Conselho de Segurança. Os representantes dessas potências definiram a estratégia americana como um “comportamento de cowboy”. Por fim, o embaixador venezuelano, Samuel Moncada, acusou os EUA de atuarem à margem da lei para forçar a entrega da soberania do país.
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