Da Redação
O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, divulgou neste sábado a nona carta aberta à comunidade internacional. O documento convoca governos, instituições e atores globais a responder à mudança climática com ação determinada. O texto destaca o desafio crucial de manter o objetivo de 1,5 ºC.
Transformação de desafios em oportunidades
A carta convida todos os atores a transformar as lacunas climáticas globais em alavancas de transformação. O documento baseia-se em relatórios recentes, incluindo o Global Tipping Points Report e os Relatórios de Lacuna do PNUMA. Reconhece a dimensão dos desafios e as ferramentas disponíveis para enfrentá-los.
“O desafio que se coloca não é apenas identificar o que falta, mas mobilizar o que impulsiona,” escreve Corrêa do Lago. Destaca que converter déficits de ambição, financiamento e tecnologia em forças de aceleração é essencial. A carta reafirma que o Acordo de Paris está funcionando adequadamente.
Três prioridades da presidência brasileira
O texto reitera as três prioridades interconectadas que orientam a visão da Presidência brasileira. Incluem reforçar o multilateralismo sob as tratativas da Organização das Nações Unidas. Conectar o regime climático à vida real das pessoas e à economia real também é prioritário.
A aceleração da implementação do Acordo de Paris completa o tripé de objetivos. A presidência faz apelo para países e atores globais acelerarem a implementação das tratativas. Soluções vão desde energia limpa à restauração florestal, mitigação do metano e infraestrutura digital.
Agenda de Ação e Cúpula do Clima de Belém
As soluções estão sendo promovidas na agenda de negociações e na Cúpula do Clima de Belém. A Agenda de Ação funcionará como plataforma para canalizar cooperação e coordenação globais. Estruturada em seis eixos temáticos, abrangendo finanças, florestas, energia e empreendedorismo.
Belém oferecerá uma plataforma de convergência onde esforços locais e globais se fortalecem mutuamente. O Mutirão Global complementa essa estratégia integrada de ação climática coordenada internacionalmente.
Amazônia como contexto e catalisador
A Presidência enfatiza a Amazônia como contexto e catalisador para a transformação climática global. Com o desmatamento em queda pelo terceiro ano consecutivo no Brasil, avanços significativos ocorrem. Novos mecanismos financeiros como o Fundo Florestas Tropicais para Sempre fortalecem os esforços.
A carta destaca que proteger ecossistemas e pessoas deve caminhar lado a lado. “Em Belém, a verdade deve encontrar a transformação, e a ciência deve tornar-se solidariedade,” escreve Corrêa do Lago. “A COP30 pode ser a COP em que mudamos o rumo da luta climática,” conclui.
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