Da Redação
O governo de Nicolás Maduro autorizou, na madrugada de quinta-feira (1º), a libertação de 87 pessoas presas por motivações políticas na Venezuela. De acordo com o Comitê de Mães em Defesa da Verdade, os libertados foram detidos durante protestos contra o resultado das eleições presidenciais.
Mobilização familiar e histórico de solturas
A organização afirma que este novo grupo se soma a outras 71 liberações registradas durante o período de Natal. Segundo o Comitê, o resultado é fruto da resistência de centenas de mães mobilizadas há mais de um ano.
As famílias destacam que a conquista é parcial. A liberdade concedida é limitada, pois os jovens continuam respondendo processos judiciais e estão sujeitos a medidas cautelares.
Divergência de dados entre ONGs
Apesar do anúncio do Comitê de Mães, outras entidades de direitos humanos apresentam números distintos sobre as solturas. O jornal El Nacional repercute a liberdade dos 87 detidos, enquanto as ONGs Foro Penal e Justiça, Encontro e Perdão confirmam dados mais conservadores, entre 29 e 47 pessoas.
Até 15 de dezembro, o cenário de encarceramento político era alarmante:
- Foro Penal: Registrava 902 presos políticos, sendo 86 estrangeiros ou com dupla nacionalidade.
- JEP: Estimava que o número total de detidos ultrapassava 1.000 pessoas.
Clamor por anistia geral
O Comitê de Mães em Defesa da Verdade reiterou que a luta continuará até uma anistia geral. A entidade defende que a liberdade plena deve ser concedida a todos arbitrariamente privados de direitos.
A pressão internacional e a organização popular seguem como ferramentas principais contra o regime. A situação dos direitos humanos na Venezuela permanece sob vigilância constante de observadores globais.
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