Da Redação
Adesão massiva e impactos no transporte
A quarta greve geral contra o governo de Javier Milei paralisou a Argentina nesta quinta-feira (11). A central sindical CGT registrou adesão de 90%, interrompendo bancos, comércio e indústria. O secretário-geral do Sindicato do Seguro, Jorge Sola, afirmou que o movimento reflete rompimento no tecido social. Eventos da Liga Profissional de Futebol foram suspensos pela falta de mobilidade urbana.
Reflexos nos aeroportos brasileiros
A Aerolíneas Argentinas cancelou 255 voos, afetando aproximadamente 31 mil passageiros com prejuízo de US$ 3 milhões. No Brasil, ao menos 62 voos foram suspensos em Guarulhos (SP) e Galeão (RJ). As interrupções iniciaram na quarta-feira, com cancelamento de aeronaves com destino à Argentina após a paralisação.
Conflitos e reforma trabalhista
Enquanto a Câmara dos Deputados debatia reforma trabalhista, confrontos ocorreram próximo ao Congresso em Buenos Aires. Forças de segurança utilizaram canhões de água e gás lacrimogêneo contra manifestantes. A legislação proposta por Milei inclui redução de indenizações, extensão de jornada para 12 horas, limitação de direito de greve e facilitação de demissões.
Reação governamental e cenário econômico
O governo minimizou o impacto e criticou sindicalistas, com o chefe de Gabinete Manuel Adorni classificando a greve como “perversa e extorsiva”. Milei cumpria agenda em Washington durante os protestos. Desde dezembro de 2023, a Argentina perdeu aproximadamente 300 mil empregos e registrou fechamento de 21 mil empresas.
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