Da Redação
Passagem estratégica volta ao funcionamento
O Estreito de Ormuz foi reaberto completamente para navegação comercial nesta sexta-feira. A medida segue o cessar-fogo entre Israel e Líbano após sete semanas de conflito intenso.
O presidente Donald Trump confirmou o desbloqueio da passagem estratégica. Ele ressalvou que o bloqueio militar americano permanecerá até o encerramento completo das hostilidades.
Petróleo reage à reabertura
Os preços do petróleo caíram aproximadamente 10% com o anúncio da reabertura de Ormuz. A queda afeta diretamente as cotações das petroleiras no mercado global.
Trump afirmou que o Irã concordou em nunca mais interromper o tráfego na passagem. Segundo ele, o acordo está praticamente concluído e descreveu a situação como perfeita.
Questões nucleares em pauta
O presidente americano anunciou que o programa nuclear iraniano será suspenso por tempo indeterminado. O urânio enriquecido iraniano poderá ser transferido aos Estados Unidos.
Os EUA estudam liberar aproximadamente US$ 20 bilhões ao Irã em troca do estoque nuclear do país. A negociação integra o acordo mais amplo de paz regional.
Trégua entre Israel e Líbano
O cessar-fogo entre as partes segue mantido, abrindo caminho para acordo definitivo. O Irã celebrou a trégua mediada pelo Paquistão na noite de quinta-feira.
Trump considerou o momento um dia histórico para o Líbano e garantiu que Washington impedirá novos bombardeios israelenses. O otimismo marca mudança significativa após semanas de intenso conflito.
Tensões permanecem no terreno
O Exército libanês reportou várias violações da trégua na manhã de quinta-feira. Benjamin Netanyahu afirmou que Israel ainda não encerrou operações contra o Hezbollah.
O presidente do Líbano, Joseph Aoun, descartou ceder qualquer território em futuro acordo. Israel mantém ocupação de faixa no sul do país, mesmo durante a trégua atual.
Balanço do conflito
Israel bombardeou 129 unidades de saúde no Líbano durante 45 dias de guerra. As autoridades justificaram ataques alegando presença de militantes do Hezbollah nos locais.
Pelo menos 2.294 pessoas morreram no Líbano por ataques israelenses, incluindo 177 crianças. Outras 7.500 ficaram feridas, entre elas 704 menores de idade.
Cem profissionais de saúde foram mortos e 233 ficaram feridos nos bombardeios. Os números evidenciam o impacto humanitário do conflito que marca transformações na geopolítica regional.
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