Da Redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dirigiu críticas ao correspondente David Sanger, do jornal The New York Times, chamando-o de “falso”. Trump acusou o veículo e o jornalista de distorcerem informações sobre o conflito no Irã.
A troca ocorreu nesta sexta-feira, 15, dentro do avião presidencial Air Force One, durante o retorno de visita à China. Trump se irritou com questionamento de Sanger sobre os próximos passos da guerra no Oriente Médio.
Resposta do presidente sobre bombardeios
Quando perguntado sobre possíveis novos bombardeios americanos, Trump respondeu com cautela inicial. “Gostaria de afirmar que, em uma determinada hora, em um determinado dia, os bombardeios vão começar”, disse o presidente, recuando em seguida.
“Mas não quero dizer isso. Só posso afirmar que o Irã nunca terá uma arma nuclear. Isso não vai acontecer”, completou Trump com firmeza sobre sua posição.
Acusação de cobertura inadequada
Ao ser questionado novamente sobre a utilidade dos 38 dias de bombardeio, Trump defendeu que obteve vitória militar completa. O presidente criticou duramente a cobertura da imprensa sobre os acontecimentos.
“Você é um sujeito falso”, disse Trump ao repórter. “Nós tivemos uma vitória militar total. Destruímos toda a Marinha deles, toda a Força Aérea, todos os sistemas antiaéreos e todos os radares”.
Trump alegou ter eliminado líderes iranianos de primeiro, segundo e terceiro escalões. Conforme sua avaliação, os iranianos “estão muito confusos” pela situação atual.
Críticas à imprensa americana
O presidente americano estendeu suas críticas além do repórter específico. Trump acusou o New York Times e a CNN de serem “os piores” na cobertura de seus atos e decisões.
“Eu realmente acho que o que você escreve é algo meio traidor”, afirmou Trump para Sanger. “Seus editores dizem o que você deve escrever e você escreve. Você deveria se envergonhar disso”.
Trump mencionou queda nos assinantes do New York Times, atribuindo o declínio à cobertura que chamou de “fake news”. O presidente sustentou que destruiu 85% da capacidade de fabricação de mísseis iranianos sem danificar infraestrutura civil.
Incidente anterior com jornalista
Esta não é a primeira vez em dias que Trump insulta profissionais da imprensa. Na terça-feira, 12, antes de embarcar para a China, Trump chamou uma jornalista de “pessoa burra”.
A repórter havia comentado que o preço da obra de um salão de festas na Casa Branca havia dobrado. Trump se irritou e respondeu com agressividade ao questionar sua inteligência.
O presidente explicava que havia duplicado o tamanho do espaço, mantendo o projeto dentro do orçamento e adiantado no cronograma. A jornalista não percebeu a diferença entre duplicar tamanho e aumentar custos proporcionalmente.
Histórico de ataques a mulheres jornalistas
Trump possui longo histórico de ataques contra profissionais de imprensa, particularmente mulheres jornalistas. Em novembro de 2025, dirigiu diversos insultos a repórteres durante entrevistas.
Em sua residência na Flórida, Trump chamou uma repórter de “estúpida” enquanto respondia perguntas. Criticou matéria do New York Times sobre sua idade, atacando a autora por considerá-la “feia”.
O presidente também se referiu a uma jornalista como “porquinha” em ocasião diferente. Descreveu outra repórter como “uma pessoa terrível” durante interações com a imprensa.
O vídeo da conversa foi divulgado pela Casa Branca e circula nas redes sociais. O trecho mostra a interação entre Trump e o correspondente do New York Times durante o trajeto aéreo.
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