Da Redação
O presidente Donald Trump apresentou um novo encouraçado da denominada “classe Trump” para a Marinha dos Estados Unidos. O anúncio foi feito em sua propriedade de Mar-a-Lago, em Palm Beach, Flórida, no dia 22 de dezembro de 2025. O projeto integra esforços para modernizar uma frota afetada por sobrecustos e atrasos históricos.
Navio futurista com visual inovador
Um pôster apresentado durante o evento exibia o USS Defiant, com design futurista cortando águas agitadas. A ilustração mostrava um feixe de laser disparado do convés e fumaça saindo de um alvo ao fundo. Outro pôster apresentava a embarcação navegando diante da Estátua da Liberdade.
Ao lado do navio, havia uma imagem de Trump erguendo o punho em pose desafiadora. A reprodução era quase idêntica à feita minutos após ele sobreviver a uma tentativa de assassinato em 2024.
Declarações do presidente sobre modernização
“Alguns deles ficaram velhos, cansados e obsoletos, e nós vamos na direção exatamente oposta”, declarou Trump durante o evento. “A Marinha dos EUA vai liderar o design desses navios ao meu lado, porque eu sou uma pessoa muito estética.”
Trump afirmou que a Marinha começaria com duas unidades e teria como objetivo construir até 25 navios da nova classe.
Frota Dourada e competição global
As novas embarcações fazem parte do plano denominado “Golden Fleet” (Frota Dourada) para revitalizar a indústria naval americana. O objetivo é suprir a carência de navios menores em meio à competição com a China.
A China é responsável por cerca de 53% da construção naval global, conforme dados recentes. Os Estados Unidos constroem apenas 0,1% dos navios do mundo, segundo avaliação do Center for Strategic and International Studies.
Nova fragata complementa plano naval
A Marinha também anunciou, em 19 de dezembro, o desenvolvimento de uma nova fragata baseada no cutter da classe Legend. O navio, batizado de FF(X), será construído pela HII, sediada em Newport News, na Virgínia.
A fragata visa reforçar a frota de combatentes de superfície, que atualmente possui apenas um terço do tamanho considerado necessário pelo serviço militar.
Histórico de encouraçados americanos
Os EUA não constroem um encouraçado desde a década de 1940. Desde então, optaram por porta-aviões, destróieres menores e navios equipados com mísseis de longo alcance em vez de grandes canhões.
O novo navio da classe Trump substituiria os destróieres da classe Arleigh Burke, que ainda têm cerca de quatro décadas de vida útil restante.
Desafios em projetos anteriores
A primeira tentativa de Trump de construir uma nova fragata, durante seu mandato anterior, resultou em atrasos significativos e custos acima do previsto. O plano original previa construção de 20 navios.
A escalada de custos e os atrasos levaram a um corte drástico nas ambições do projeto, gerando preocupações sobre a viabilidade do novo programa.
Histórico de nomeações em homenagem a Trump
Trump já havia associado seu nome a outros sistemas de armas. O caça furtivo F-47 referencia o fato de ser o 47º presidente dos EUA.
Ele também rebatizou instituições como o Donald J. Trump Institute of Peace e o John F. Kennedy Memorial Center for the Performing Arts.
Apoio da Marinha ao projeto
“O que aprendi é que a ideia do presidente não é apenas boa, mas é algo de que a Marinha precisa desesperadamente”, afirmou o secretário da Marinha, John Phelan, em Mar-a-Lago.
“O futuro encouraçado da classe Trump, o USS Defiant, será o maior, mais letal, mais versátil e mais bonito navio de guerra em todos os oceanos do mundo”, completou Phelan.
Priorização da construção naval americana
O setor de construção naval dos EUA está muito atrás do ritmo de produção da China. O governo Trump prioriza investimentos na indústria para reduzir essa diferença competitiva.
No início de 2025, Trump criou um novo Escritório de Construção Naval com planos de incentivos fiscais para atrair empresas ao país.
Análise de especialistas
“A Marinha está tentando aproveitar o entusiasmo da administração pela construção naval”, afirmou Bryan Clark, pesquisador sênior do Hudson Institute. “Se há dinheiro e energia, vamos direcioná-los para aquilo de que a Marinha precisa.”
O analista avalia que o anúncio reflete um esforço coordenado entre a administração e a instituição militar para modernizar a frota americana.
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