Da Redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu perdões a dezenas de aliados acusados de tentar reverter sua derrota nas eleições presidenciais de 2020. Entre os perdoados estão Rudy Giuliani, Mark Meadows, Jeffrey Clark e Sidney Powell.
A medida foi formalizada em proclamação datada de sexta-feira e divulgada por autoridades do Departamento de Justiça americano nesta segunda-feira. Segundo Ed Martin, que supervisiona setor da pasta, Trump justificou a ação como correção de injustiça e prosseguimento da reconciliação nacional.
Investigação sobre eleitores alternativos
O Departamento de Justiça investigava plano de Trump e apoiadores para apresentar chapas alternativas de eleitores estaduais. O objetivo era reverter a vitória de Joe Biden na disputa presidencial de 2020, que foi conquistada legitimamente.
Trump foi indiciado por suposta conspiração para obter eleitores falsos que apoiassem suas alegações infundadas sobre vitória em 2020. O caso foi arquivado após sua eleição em 2024, citando política contra processar presidente em exercício.
Amplitude dos perdões presidenciais
Os perdões abrangem 77 pessoas confirmadas, podendo incluir outras não mencionadas em documentos públicos. A lista inclui Christina Bobb, John Eastman e Boris Epshteyn, entre outros envolvidos no esquema.
Os perdões presidenciais aplicam-se apenas a acusações federais e não cobrem processos nos níveis estaduais. Trump não se auto-perdoou na medida, conforme consta no documento oficial.
Investigações estaduais e precedentes
Diversos Estados americanos investigaram o suposto esquema de eleitores alternativos, com alguns formulando acusações criminais. Entretanto, acusações em pelo menos um Estado foram arquivadas nos últimos meses.
Vários perdões recentes de Trump não foram anunciados oficialmente pela Casa Branca no momento de sua concessão. A instituição não respondeu a pedido de comentário sobre os perdões de sexta-feira até o momento.
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