Da Redação
A Polícia Civil cumpriu mandado de busca e apreensão em Rondonópolis nesta quinta-feira (4). A ação integra a Operação Castelo de Cartas contra fraudes financeiras. O grupo criminoso causou prejuízo superior a R$ 1,5 milhão. As diligências ocorreram simultaneamente em seis estados.
Em Rondonópolis, a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos realizou a ação no bairro Vila Planalto. Os agentes apreenderam três iPads, três celulares, 17 cartões bancários e R$ 1.850 em dinheiro vivo. Os policiais também encontraram bens de luxo, como um relógio Rolex. O alvo da operação, homem de 30 anos, e sua esposa já figuravam em investigação anterior da PF.
Esquema aplicava golpes de falsas cartas de crédito e negociações ilícitas
A Operação Castelo de Cartas visa um grupo especializado em fraudes financeiras. Os criminosos aplicavam golpes com falsas “cartas de crédito contempladas”. Também promoviam negociações ilícitas de veículos. As vítimas acreditavam estar comprando a casa própria.
O Laboratório de Tecnologia contra a Lavagem de Dinheiro do MS identificou o prejuízo. A apuração revelou várias transações bancárias suspeitas. Os investigados usavam contas de terceiros para ocultar a origem do dinheiro.
Justiça determina bloqueio de mais de R$ 7,5 milhões para ressarcimento
A Operação Castelo de Cartas busca ressarcir as vítimas do esquema criminoso. A Polícia Civil pediu a apreensão de veículos e bens de alto valor. Os delegados solicitaram o bloqueio de mais de R$ 7,5 milhões. Esse montante supera em cinco vezes o prejuízo inicial.
O Poder Judiciário atendeu ao pedido do Ministério Público. A justiça decretou o bloqueio de R$ 7.524.805,40. A medida garante o retorno dos valores aos prejudicados pelo esquema.
Grupo mantinha conexão com investigados por tráfico e lavagem de dinheiro
As investigações da Operação Castelo de Cartas apontaram conexões perigosas. O núcleo operacional no Mato Grosso do Sul mantinha vínculos com investigados em Rondônia. Alguns deles eram alvos da Operação Carga Prensada, da PF. Naquela ocasião, os crimes incluíam tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
A operação integra a 3ª Operação Renorcrim, da Rede Nacional de Unidades Especializadas. O apoio operacional contou com polícias civis de seis estados. As ações seguem sob coordenação do Dracco do Mato Grosso do Sul.
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