Da Redação
Operação deflagrada em Mato Grosso
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou nesta terça-feira a Operação Partilha. Foram cumpridos nove mandados judiciais para esclarecer furto qualificado em fazenda no município de Confresa. A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos apura crime que resultou na subtração de R$ 350 mil em dinheiro, cinco armas de fogo, joias e outros objetos.
As ordens judiciais foram decretadas contra três suspeitos envolvidos no crime. Os mandados foram cumpridos em Confresa, Sinop, Peixoto de Azevedo, São José do Xingu, Porto dos Gaúchos e Novo Progresso, no Pará.
Mandados e procedimentos judiciais
O Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias expediu mandados de busca e apreensão domiciliar nas modalidades convencional e itinerante. Foram decretados afastamento do sigilo de dados telefônicos e telemáticos com extração dos dispositivos apreendidos.
A ação objetiva recuperar armas, joias e valores subtraídos da vítima. Também busca obter celulares, tablets e notebooks essenciais para esclarecer negociações e transações financeiras referentes à distribuição do produto do crime.
A operação coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos conta com apoio de unidades em Confresa, São José do Xingu e Santa Cruz do Xingu. Participam ainda Delegacias Regionais de Guarantã do Norte, Sinop e Juína, além da Polícia Civil do Pará.
Detalhes do crime investigado
O furto qualificado ocorreu em propriedade rural em Confresa na madrugada de 23 de setembro de 2024. Os autores arrombaram cofres no interior da residência subtraindo aproximadamente R$ 350 mil em espécie. Também foram levadas joias e cinco armas de fogo.
Como a investigação avançou
A equipe da unidade especializada identificou atuação de grupo com divisão de tarefas entre investigados. Os três alvos atuavam como informante prestador de serviço, executor e responsável por logística e destinação das armas.
Foram encontrados registros da divisão entre suspeitos durante as diligências. Também foram localizados áudios, mensagens e fotografia de arma subtraída em aparelho celular apreendido.
“A precisão do furto dirigida aos bens guardados indicou desde o início agência com informação privilegiada. Os indícios revelaram grupo estruturado com divisão de tarefas e posterior repartição do produto do crime entre envolvidos, parte negociada posteriormente”, destacou delegada responsável.
O nome da operação
A denominação faz referência a documento manuscrito apreendido durante investigações. Nele envolvidos anotaram como dividiram o produto do furto entre si com registros de armas, joias e valores.
Enquanto a partilha dividiu o espólio entre criminosos, é também a palavra que nomeia resposta do Estado. A operação destina-se a desfazer essa divisão e recuperar bens roubados.
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