Da Redação
O senador Flávio Bolsonaro intensifica sua pré-candidatura à Presidência da República em 2026 com estratégia de mobilização internacional. A iniciativa aproveita a rede de contatos construída pelo irmão Eduardo Bolsonaro e conexões com lideranças de direita globalmente. O movimento replica, em novo formato, a articulação internacional que caracterizou o bolsonarismo nos últimos anos.
#### Aproximação com governos conservadores
Em entrevista à Reuters divulgada segunda-feira (22/12), Flávio afirmou buscar aproximação com governos alinhados a pautas de direita e conservadorismo. O objetivo é conectar sua imagem à “onda” direitista em diversos países pelo mundo.
Ao mencionar Argentina, Chile e desempenho recente de candidatos conservadores, o senador busca legitimar sua pré-candidatura globalmente. Pretende usar esse respaldo externo como credencial de confiança para setores econômicos, religiosos e políticos brasileiros.
#### Papel de Eduardo na articulação externa
Flávio destaca o papel central do irmão Eduardo Bolsonaro na construção dessa ponte internacional. Eduardo atua como principal articulador da agenda externa, operando desde os Estados Unidos onde se encontra autoexilado desde março de 2025.
A rede construída ao longo de quase uma década inclui parlamentares, ex-chefes de Estado, grupos ideológicos e think tanks conservadores. As viagens e encontros são coordenados do exterior para transformar capital político internacional em ativo eleitoral doméstico.
A estratégia amplia visibilidade em mídia e redes sociais através de encontros com políticos e organizações alinhadas internacionalmente. O planejamento visa fortalecer a campanha com respaldo de lideranças conservadoras globais.
#### Diferenciação com discurso moderado
Paralelamente aos apoios externos, Flávio procura se diferenciar do pai adotando discurso de “Bolsonaro mais centrado”. O senador afirma ter perfil moderado, ponderado e menos reativo em confrontos políticos.
A postura contrasta com Jair Bolsonaro, marcado por declarações duras e embates com adversários, imprensa e instituições. Como exemplo, Flávio cita ter tomado duas doses da vacina AstraZeneca contra covid-19.
Ao anunciar pré-candidatura após visitar o pai, preso desde 22 de novembro na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, Flávio tenta herdar capital político bolsonarista. Simultaneamente, constrói identidade própria diferenciada.
#### Benefícios da estratégia internacional
A estruturação da campanha com foco em apoio internacional reforça a imagem de Flávio como representante de direita organizada em rede global. Aproximações com governos e partidos conservadores geram declarações de simpatia reutilizadas em campanhas.
Esses apoios alimentam materiais de campanha, eventos e estratégias digitais direcionadas. Veja publicação recente de Flávio agradecendo respaldo externo:
Ministro @AmichaiChikli,
Agradeço o convite e me sinto profundamente honrado em participar de um evento de tamanha relevância internacional.
Brasil e Israel compartilham um laço histórico, humano e civilizacional sólido, construído sobre valores comuns como a liberdade, a… https://t.co/nafqMlN6kN
— Flavio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) December 22, 2025
#### Perguntas frequentes
Flávio tem viagens confirmadas ao exterior? Mencionou intenção de visitar Estados Unidos, América Latina, Israel, Oriente Médio e Europa, mas não detalhou cronograma oficial.
Eduardo Bolsonaro mantém mandato político? Não. Eduardo foi deputado federal e está autoexilado nos Estados Unidos desde março de 2025, articulando politicamente no exterior.
Apoio internacional tem efeito jurídico? Apoios de líderes estrangeiros não têm efeito legal na eleição, mas influenciam percepção pública e narrativa de campanha junto a grupos específicos.
Jair pode apoiar diretamente a campanha do filho? A participação direta depende de decisões judiciais e condições dos processos envolvendo o ex-presidente, gerando incertezas sobre formato do apoio.
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