Na véspera do segundo turno, os contratos negociados na plataforma Polymarket indicavam 80,2% de chance de vitória para Flávio Bolsonaro (PL) na manhã de sábado (24). Lula (PT) aparecia com cerca de 20% das cotações.
Na plataforma Kalshi, também dedicada a mercados de previsão, o senador registrava 77,5% às 8h45, enquanto o petista tinha 22,2%, segundo informações obtidas.
Volume de recursos
As negociações sobre a eleição brasileira na Polymarket já somavam mais de US$ 194 milhões. Os contratos funcionam como apostas: um contrato a US$ 0,80 equivale a aproximadamente 80% de chance de vitória, pagando US$ 1 se o resultado se confirma, ou resultando em perda do valor investido caso contrário.
Diferença entre mercados e pesquisas
As cotações dos mercados de previsão não representam intenção de voto, mas sim a probabilidade de vitória atribuída pelos participantes. Os números indicam quanto os investidores pagam por contratos ligados à vitória de cada candidato, independentemente da margem de votos.
Em contraste, as pesquisas eleitorais Datafolha e Quaest apontavam empate técnico na disputa entre os candidatos.
Situação regulatória
A Polymarket está proibida de operar no Brasil desde 24 de abril. As cotações de mercados de previsão não substituem as pesquisas eleitorais convencionais.
Fonte: Jornal da Cidade Online


