Da Redação
A UNFCCC, entidade climática da ONU, enviou carta ao governo brasileiro na quarta-feira, 12 de novembro de 2025. Simon Stiell, secretário-executivo, exigiu plano imediato para falhas operacionais na COP30, realizada em Belém (PA). O documento foi endereçado a Rui Costa, Helder Barbalho e André Corrêa do Lago, este último presidente da conferência.
Invasão à Zona Azul dispara alerta
A carta cita invasão à Zona Azul ocorrida na terça-feira, 11 de novembro. Agentes de segurança foram descritos como “instruídos a não agir” durante o incidente. Bloomberg e Estadão revelaram o teor do documento de três páginas, gerando repercussão internacional sobre a organização.
Problemas estruturais e operacionais
A ONU apontou portas desprotegidas e vulnerabilidades internas que ameaçam delegados internacionais. Calor excessivo causou riscos à saúde dos participantes, enquanto chuvas provocaram vazamentos, alagamentos e possíveis choques elétricos. Banheiros foram interditados e o ar-condicionado funcionou de forma inadequada em vários pavilhões.
Resposta do governo brasileiro
A Casa Civil negou responsabilidade sobre segurança interna, atribuída à UNDSS. O governo afirmou atendimento rápido às demandas operacionais durante a conferência. Reunião realizada na quinta-feira, 13 de novembro, buscou alinhar soluções com organismos internacionais responsáveis.
Medidas corretivas implementadas
Foram instalados ar-condicionadores adicionais e vedados vazamentos no Mídia Center e Posto de Saúde 2. Reforço policial e barreiras físicas foram implementados em áreas de risco identificadas. O governo Lula redistribuiu equipes para minimizar a crise, apesar das preocupações da ONU sobre questões urgentes.
Desafios da organização em Belém
A capital paraense enfrentou desafios logísticos globais durante a conferência climática. Protestos sociais e clima tropical testaram a estrutura montada para o evento internacional. O equilíbrio entre permitir manifestações e garantir proteção aos delegados permanece sensível, com imagem do Brasil em evidência.
Principais deficiências apontadas pela ONU
- Invasão à Zona Azul sem resposta de segurança apropriada
- Sistema de ar-condicionado insuficiente e calor excessivo
- Vazamentos e riscos elétricos nas instalações
- Sanitários interditados durante a conferência
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