Da Redação
O USS Gerald R. Ford, maior porta-aviões nuclear norte-americano, adentra o Caribe nesta sexta-feira, 14 de novembro de 2025. O grupo de ataque carrega 4.500 marinheiros e dezenas de caças F/A-18 Super Hornet para intensificar operações contra organizações criminosas. Pete Hegseth, secretário de Defesa, anunciou a mobilização visando combater o fentanil e a cocaína. Donald Trump enquadra a ação como resposta ao que chama de “narcoterrorismo”, após 20 ataques a embarcações desde setembro que resultaram na morte de 76 supostos traficantes.
Jornada e posicionamento estratégico
A embarcação de 100 mil toneladas transitou pelo Mediterrâneo, atravessando o Estreito de Gibraltar em 4 de novembro. Atualmente posiciona-se a 80 milhas da costa venezuelana. O SOUTHCOM monitora rotas marítimas estratégicas no Mar Negro e Pacífico, alinhando-se à doutrina “América para Americanos”. Bombardeiros B-52 e destróieres Arleigh Burke complementam a operação, sinalizando força sem desencadear invasão terrestre.
Reações na região
A Venezuela decretou “alerta máximo” e Nicolás Maduro acusa interferência externa. A CELAC, bloco de 58 nações, rejeitou as “ameaças” durante cúpula colombiana. México e Colômbia oferecem apoio em inteligência compartilhada, porém temem violações à soberania. Trump evita confronto formal com governos, focando em cartéis como Sinaloa e Jalisco.
Recursos tecnológicos avançados
Catapultas eletromagnéticas do Ford lançam aeronaves a 30 nós, equivalente a 55 quilômetros por hora. O convés ampliado permite operações simultâneas de múltiplas aeronaves, abrigando B-52 e F-35C ainda em fase de testes. Limitações incluem manutenção recente em andamento e integração parcial dos caças F-35C.
Perspectiva internacional
Veículos de comunicação como Guardian e CNN apontam escalada desde intervenção no Panamá em 1989. A Casa Branca justifica a ação citando “mandato eleitoral”. B-52 patrulham o sul americano enquanto USS Fort Lauderdale oferece suporte no Caribe.
Capacidades principais do USS Gerald R. Ford
- Velocidade: 30 nós
- Aeronaves: Dezenas de F/A-18
- Tripulação: 4.500 marinheiros
- Objetivo: Operações contra tráfico de fentanil e cocaína
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