Da Redação
A discussão sobre o encerramento da escala 6×1 aproxima-se do desfecho na comissão especial da Câmara dos Deputados. O relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) será apresentado na segunda-feira (25). Três questões permanecem em disputa entre governo e oposição.
Período de transição gera maior impasse
A transição para implementação da medida é o ponto mais sensível das negociações. Governo e oposição mantêm posições divergentes sobre o cronograma. O Executivo inicialmente insistia no fim “imediato” da 6×1, mas agora sinaliza prazo de dois a três anos.
Deputados da direita apresentaram emendas propondo até dez anos de transição. A oposição busca estender ao máximo esse período. Prates indicou buscar equilíbrio entre interesses de trabalhadores e empresas. Expectativas apontam acordo em torno de três a quatro anos com redução semanal.
Compensação financeira divide governo e setor produtivo
Empresários solicitam ajuda fiscal e isenções para compensar perdas. A Fecomércio estima custo de até R$ 160 bilhões com a mudança. O Planalto rejeita categoricamente qualquer tipo de subsídio ou isenção tributária.
Parlamentares do PT argumentam que avanços sociais nunca receberam compensações empresariais. Citam a implementação da CLT e redução de jornada em 1988. O governo também se fundamenta em nota técnica do Ipea de fevereiro. O documento indica que impactos seriam similares a reajustes do salário-mínimo, sugerindo absorção pelo mercado.
Oposição defende suporte na transição
Opositores mantêm posição favorável ao auxílio empresarial durante mudança nas jornadas. Esse ponto permanece como terceira questão fundamental em aberto. As negociações continuam para encontrar consenso antes da apresentação final.
Fonte: CNN Brasil

