Da Redação
Posicionamento da Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantém uma postura de vigilância e abordagem cautelosa sobre os protestos no Irã que se espalham pelo país persa. Segundo fontes de Washington, o governo norte-americano avalia se a agitação popular possui força suficiente para ameaçar a estrutura do establishment clerical de Teerã.
Consequentemente, o líder republicano optou por observar o desdobramento dos fatos antes de medidas mais drásticas. Apesar disso, Trump emitiu alertas diretos às autoridades iranianas sobre as consequências de uma possível escalada de violência estatal.
Alertas contra a repressão
Durante declarações na Casa Branca nesta sexta-feira (9), Trump foi enfático ao desencorajar o uso de força letal contra os manifestantes. “É melhor vocês não começarem a atirar porque nós também começaremos”, afirmou o presidente aos jornalistas.
Dessa forma, o governo dos EUA estabelece uma linha vermelha para evitar massacres civis. Grupos de direitos humanos já relatam, entretanto, que as forças de segurança locais causaram mortes e ferimentos em diversas regiões de conflito.
Avaliação de inteligência
Nesse sentido, analistas de inteligência dos Estados Unidos buscam entender a amplitude do movimento. Embora as imagens mostrem veículos em chamas e multidões nas ruas, o governo ainda questiona se o movimento alcançou o “momento muro de Berlim”. Por isso, a estratégia atual foca na pressão diplomática e no monitoramento constante das redes sociais e comunicações internas do Irã.

