Da Redação
Monitoramento da Praga
O setor agrícola de Mato Grosso enfrenta um novo desafio fitossanitário com a expansão da larva-minadora nas plantações de soja. Classificada anteriormente como praga secundária, o inseto ganhou relevância nesta safra. Municípios como Comodoro, no Oeste estadual, registram infestações com maior agressividade e comportamento alterado.
O agricultor Paulo Adriano Gai Cervo, que cultiva 2,1 mil hectares na região, confirmou a intensificação da presença do inseto. Segundo ele, a pequena mosca deposita ovos nas folhas. As larvas penetram o tecido foliar e criam galerias internas, destruindo a capacidade fotossintética das plantas.
Danos e Produtividade
Tradicionalmente, a larva-minadora concentrava-se no terço inferior da soja. Nesta temporada, o inseto subiu para o terço médio e atinge os ponteiros das plantas. Propriedades do Vale do Guaporé precisaram aplicar defensivos específicos para conter a infestação.
As galerias aceleram a morte prematura das folhas, encurtando o ciclo da cultura. Cervo afirma que cada dia de antecipação representa perda de uma saca por hectare. O impacto financeiro obriga vigilância constante em toda a área plantada.
Riscos de Doenças Fúngicas
A preocupação vai além dos danos diretos do inseto. O engenheiro agrônomo Victor Souza Lima explica que as lesões servem como porta de entrada para patógenos perigosos. Doenças como Cercospora e Mancha-Alvo encontram facilidade para se instalar.
O clima de Mato Grosso, quente e úmido, favorece o desenvolvimento de pragas e fungos. A larva-minadora deixou de ser problema secundário para se tornar ameaça econômica real. Especialistas recomendam manejo antecipado para manter a área foliar sadia.
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