O acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul entra em vigor em 1º de maio em sua fase provisória, abrindo novas perspectivas para o mercado brasileiro de algodão. O tratado prevê redução gradual ou eliminação de tarifas sobre mais de 90% dos bens comercializados, consolidando-se como um dos maiores acordos de livre comércio do mundo.
Segundo Marcelo Duarte, diretor de Relações Internacionais da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), o Brasil tem muito a ganhar com essa abertura de mercado. “Uma das principais barreiras que enfrentamos é a falta de acordos de livre comércio com grandes mercados. Esse acordo proporcionará ao setor industrial brasileiro uma oportunidade de mercado talvez nunca vista antes”, destaca.
A Abrapa trabalha em conjunto com a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) no desenho de um plano estratégico para garantir que a indústria nacional se beneficie, permitindo exportar peças produzidas com algodão brasileiro fabricadas no país, em vez de produtos confeccionados no exterior.


