Da Redação
Registro do fenômeno astronômico
Um meteoro fireball de alta luminosidade cruzou o céu do Rio Grande do Sul na noite da última terça-feira (30). O Observatório Heller & Jung, situado em Taquara, na Região Metropolitana de Porto Alegre, realizou o monitoramento técnico do evento. De acordo com os especialistas, o bólido apresentou uma magnitude de -9, o que indica um brilho excepcionalmente forte para observadores terrestres.
Nesse sentido, o fenômeno pode representar o último grande evento astronômico de 2025. Consequentemente, o registro encerra um ciclo de observações intensas, visto que o ano anterior não apresentou ocorrências com as mesmas características técnicas. Além disso, as imagens capturadas pelo professor Carlos Fernando Jung detalham a trajetória descendente do objeto espacial.
Trajetória e extinção do bólido
O objeto ingressou na atmosfera terrestre a uma altitude de aproximadamente 92 quilômetros. Logo depois, o meteoro iniciou seu processo de combustão enquanto avançava sobre o território gaúcho. Segundo os dados do observatório, o fenômeno durou cerca de sete segundos até desaparecer completamente sobre a região de Santana do Livramento, na fronteira com o Uruguai.
Portanto, a curta duração não impediu a classificação do bólido como um fireball. Afinal, essa denominação técnica é reservada a meteoros que superam a luminosidade média dos astros comuns. Dessa forma, fragmentos de cometas ou asteroides maiores costumam ser os responsáveis por gerar tal impacto visual no céu noturno.
Entenda a magnitude e o brilho
A escala de magnitude aparente define o quão brilhante um objeto parece para quem o observa da Terra. Conforme explicam pesquisadores do Museu de Ciências e Tecnologia da PUCRS, essa escala varia entre -27 e +30. Por exemplo, o Sol ocupa o topo do brilho com -27, enquanto o meteoro registrado atingiu -9.
Dessa maneira, o evento se posiciona entre os fenômenos atmosféricos de maior destaque visual da temporada. Contudo, apesar da intensidade da luz, o observatório reforça que o bólido não representou riscos ao solo. Por isso, o evento é tratado estritamente como um espetáculo científico e visual para a comunidade astronômica.


