Da Redação
Protesto em Havana
Milhares de cubanos marcharam pelas ruas de Havana na noite de terça-feira (27) durante o evento tradicional “Marcha das Tochas”. A mobilização ocorreu em protesto contra as ameaças dos Estados Unidos ao país caribenho.
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel liderou a manifestação, percorrendo um quilômetro pelas ruas da capital. O protesto ganhou caráter anti-imperialista e atraiu participantes de diversas faixas da população cubana.
Histórico da marcha
A Marcha das Tochas ocorre anualmente em 27 de janeiro, véspera do aniversário do herói nacional José Marti (1853-1895). O evento teve origem em 1953, quando Fidel Castro iniciou o movimento contra o governo de Fulgencio Batista.
A tradição se mantém há mais de sete décadas como símbolo de resistência e mobilização política na ilha caribenha.
Vozes dos manifestantes
“Este não é um ato de nostalgia, é um chamado à ação”, afirmou Litza Elena González, presidente da Federação de Estudantes Universitários, à agência AFP.
O operário Midgdelio Rosabal complementou: “Podemos ter milhares de problemas, mas os cubanos não têm medo, embora queiramos a paz”.
Contexto de tensões
Cuba enfrenta sanções dos Estados Unidos desde a década de 1960, somando embargos econômicos e ameaças militares. As tensões intensificaram com o segundo mandato do presidente Donald Trump.
O país caribenho perdeu acordos econômicos com a Venezuela após Donald Trump capturar o líder venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro. Os laços comerciais foram rompidos com a supervisão do novo governo interino.
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